Como é que a infeção pelo VIH afeta as mulheres?
O Impacto do VIH
Mulheres
Como é que a infeção pelo VIH afeta as mulheres?

Responsabilidade de cuidar

Em áreas onde os cuidados paliativos são escassos, quando uma pessoa fica doente com SIDA, o cuidado é, geralmente, da responsabilidade das mulheres. Em África, por exemplo, dois terços de todos os cuidadores de pessoas que vivem com o VIH e/ou com SIDA, são mulheres. Esta prestação de cuidados é dada, normalmente, entre muitas outras tarefas de carácter domiciliário, como por exemplo, cozinhar, limpar, tomar conta das crianças e dos mais velhos.

Cuidar dos pais doentes, das crianças ou dos maridos é um trabalho que não é pago e isso aumenta a carga de trabalho substancialmente. A mulher, muitas vezes, esforça-se para trazer para casa rendimentos através da prestação de cuidados e, como tal, muitas famílias afetadas por esta epidemia sofrem de pobreza extrema. Em muitas áreas da África Subsaariana onde o sustento de uma família depende do crescimento e da manutenção de culturas, a morte dos agricultores pode levar à fome.

A epidemia da SIDA também afeta jovens mulheres e mulheres idosas. Em muitas casas onde ambos os pais estão doentes com SIDA, a responsabilidade de manter os cuidados é assumida pela filha, mesmo que isso signifique que tenha que faltar à escola. Se ambos os pais morrem, a tendência é as avós, tias e primas tomarem conta dos órfãos.

Mulheres e crianças

A transmissão de mãe para filho (transmissão vertical) é uma questão que diretamente afeta mulheres e ao mesmo tempo aumenta o número de casos de infeção de VIH. A transmissão vertical ocorre quando uma mulher infetada pelo VIH transmite o vírus ao seu bebé durante a gravidez, o parto ou a amamentação. A ONUSIDA afirma que no final de 2009 estimava-se que 2.5 milhões de crianças (abaixo dos 15 anos) viviam com a infeção pelo VIH, a maiorias das quais foram infetadas pelas suas mães. Sem tratamento, um grande número dessas crianças não chegam à idade adulta.

Apesar de haver medicamentos que podem ajudar a reduzir as probabilidades de uma criança adquirir a infecção pelo VIH da sua mãe de 40% para menos de 2%, estão indisponíveis em muitas partes do mundo. Nos últimos anos, as indústrias farmacêuticas, reduziram, significativamente, o preço dos medicamentos, como foi o caso da nevirapina e do AZT, o que ajudou a prevenir a transmissão vertical em muitos países subdesenvolvidos. No entanto, por causa dos limitados recursos humanos e pelas escassas infra-estruturas e sem condições, muitas mulheres continuam sem ter acesso a esses medicamentos.

Partilhar Share to Facebook
Se reside na linha de Cascais, venha fazer o teste para o VIH na SER+

Poderá conhecer o seu estatuto serológico para o VIH, Hepatites B, C e Sífilis, nas instalações da SER+. O teste é gratuito, anónimo e confidencial.

Às 2.ª, 4.ª e 6.ª feiras de manhã, entre as 9h e as 12h30. Às 3.ª e 5.ª, à tarde, entre as 14h e as 16h30.

Não precisa de marcação. É por ordem de chegada.

Qualquer dúvida, contacte-nos para o número: 214 814 130 ou para o telemóvel: 917 553 488.

Se a sua organização trabalha com populações vulneráveis ao VIH, Hepatites víricas e outras ISTs e, se pretende distribuir preservativos gratuitamente assim como ensinar a utilizá-los correta e consistentemente, contacte-nos!
Entrega de Medicação em casa - Se for utente do Hospital de Cascais, adira. Se quer saber mais, clique aqui e peça informações.
Centro Anti-discriminação e apoio jurídico.
Legislação e Direitos das Pessoas Infetadas pelo VIH e/ou SIDA - ?O desconhecimento dos direitos e os obstáculos ao acesso aos mecanismos de resposta continuam a dificultar a acção perante práticas discriminatórias e, consequentemente, o seu combate eficaz.?
Novo espaço de atendimento às pessoas que vivem com o VIH. Maior acessibilidade e maior regularidade no acompanhamento psicossocial.