Acesso ao tratamento nas prisões
O Impacto do VIH
Reclusos
Acesso ao tratamento nas prisões

Uma vez que uma pessoa foi diagnosticada com o VIH, em algum momento essa pessoa irá precisar de tratamento antiretrovírico para retardar o aparecimento da fase de SIDA. Em muitos países o acesso a esses medicamentos é limitado e, então, dentro das prisões, a situação torna-se ainda mais dramática.

Muitas prisões não recebem financiamento adequado por parte dos governos e por isso mesmo os serviços de saúde das prisões vivem com carências graves de recursos para tratar reclusos infetados pelo VIH. Nomeadamente, houve uma grande controvérsia sobre o tratamento para o VIH nas prisões da África do Sul, pois em 2006, os detidos da prisão de Westville fizeram uma greve de fome exigindo o acesso a medicamentos antirretrovirais.

Mesmo em países onde a medicação está disponível, questões como a reposição, a adesão, as burocracias dentro do sistema prisional podem tornar difícil o acesso dos reclusos infetados a manter o seu regime terapêutico. Um estudo no Reino Unido com reclusos seropositivos revelou que três quartos tinham tido interrupções no tratamento devido às visitas hospitalares, às visitas judiciais e até mesmo aquando das transferências entre prisões ou até mesmo aquando das transferências entre alas dentro do próprio estabelecimento prisional.
Mesmo após a saída da prisão, continua a ser preocupante o acesso ao tratamento. Estudos com reclusos nos EUA revelaram que apenas uma pequena percentagem dos que tinham vindo a fazer a medicação dentro da prisão continuou a tomar a medicação após as suas saídas. Os obstáculos que os impediam de aceder aos ARV - depois de terem sido postos em liberdade implicaram que muitos deles tivessem interrompido o seu regime de tratamento. Essas interrupções não são recomendadas pois pode levar ao fracasso terapêutico.

Uma dieta nutritiva é vital para um adequado tratamento com antirretrovirais. Com os poucos recursos existentes, os estabelecimentos prisionais são muitas vezes incapazes de fornecer refeições nutritivas para os presos, o que significa que eles são menos propensos aos benefícios da medicação e mais propensos a experienciar a progressão da doença.

As poucas condições que a maioria das prisões possui, como por exemplo, a superlotação, a falta de agua potável, a inexistência de luz natural e de uma ventilação adequada, a precaridade das instalações que leva a uma higiene pessoal deficiente, também podem contribuir para aqueles que sofrem desta e de outras doenças. As que pessoas que vivem com o VIH estão em maior risco de apanhar tuberculose, por exemplo.

A profilaxia pós-exposição (PEP) é uma opção de tratamento que pode ser utilizada para prevenir a infeção pelo VIH após uma exposição ao vírus. Disponibilizando o PEP nas prisões, contribui para a diminuição do risco de transmissão de infeção pelo VIH entre as vítimas de abuso sexual.

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