Introdução
O Impacto do VIH
Mulheres
Introdução

No final de 2010 estimava-se que dos 34 milhões de adultos que vivem com o VIH, em todo o mundo, metade são mulheres. A epidemia do VIH/SIDA tem tido um impacto único na mulher, que é exacerbado pelo seu papel na sociedade e na sua vulnerabilidade biológica à infecção pelo VIH.
Geralmente as mulheres estão em maior risco à transmissão pelo VIH nas relações heterossexuais. Biologicamente, as mulheres têm duas vezes mais probabilidade de ficarem infectadas com o VIH através de relações heterossexuais desprotegidas do que os homens. Em muitos países, as mulheres estão menos capazes de negociar a utilização do preservativo e estão mais expostas ao sexo não consentido.
Para além disso, milhões de mulheres têm sido indiretamente afetadas pela infeção VIH e por esta epidemia. A fertilidade da mulher significa que têm que lidar com questões como a transmissão do VIH de mãe para filho, a chamada transmissão vertical. A responsabilidade de cuidar de doentes com SIDA e órfãos é, também, uma questão que tem um grande impato nas mulheres.
Existem inúmeras coisas que podem ser feitas, entre as mulheres, no sentido de reduzir o "fardo" que estas carregam, tais como, promover e proteger os seus direitos, aumentar a educação, consciencializar as mulheres e encorajar o desenvolvimento de novas tecnologias preventivas como a profilaxia pós-exposição e os microbicidas.

Globalmente, a infeção pelo VIH e a epidemia da SIDA têm sido a causa de morte entre as mulheres na idade reprodutiva. A percentagem de mulheres que vivem com o VIH e/ou com SIDA varia, significativamente, entre diferentes regiões do mundo. Em áreas como a Europa Ocidental e Central, a Europa Oriental e a Oceânia, as mulheres representam uma percentagem relativamente baixa entre as pessoas infectadas. No entanto, em regiões como a África Subsaariana e as Caraíbas, a percentagem é significativamente mais elevada.

África Subsaariana
África Subsaariana
  África Subsaariana: em 1985 na África Subsaariana havia tantos homens como mulheres infetadas. No entanto, como a taxa de infeção tem aumentado ao longo destes anos, o número de mulheres que vivem com o VIH e/ou com SIDA ultrapassou o número de homens infetados e permaneceu elevada, até aos dias de hoje. Em 2009 havia cerca de 12 milhões de mulheres infetadas em comparação com cerca de 8.2 milhões de homens. A ONUSIDA estimou que cerca de três quartos de todas as mulheres que vivem com o VIH e/ou com SIDA vivam na África Subsaariana.
Nesta zona de África é uma das zonas do mundo onde a maioria das transmissões do VIH ocorrem por via heterossexual. Como mulher tem duas vezes mais probabilidade de se infetar do que o homem, as mulheres são desproporcionalmente infetadas nesta parte do mundo.
Caraíbas
Caraíbas
  Caraíbas: nesta zona central do continente americano, tem-se assistido a um aumento significativo de mulheres infetadas pelo VIH e, novamente, a via principal da transmissão é através do contacto sexual entre heterossexuais. As mulheres são, aqui também, mais afetadas pelo VIH do que os homens de acordo com os dados de 2010.
O sexo comercial tem sido identificado como um dos fatores principais da epidemia do VIH nas Caraíbas.
As trabalhadoras do sexo são frequentemente consideradas como sendo as pessoas que em maior risco estão à infeção pelo VIH, pois não estão em posição de negociar com os seus clientes o uso do preservativo. Alarmante, é o que tem sido reportado, ou seja, que os homens pagarão mais, por sexo desprotegido, com uma trabalhadora do sexo do que com preservativo. Isso significa que não só elas estão em riscos de se infetarem pelo VIH como podem transmitir a infeção aos seus clientes.
Ásia
Ásia
  Ásia: a ONUSIDA estima que quase 4.8 milhões de adultos infetados pelo VIH vivam na Ásia, 34% dos quais, são mulheres. O número varia entre países e até mesmo dentro de um país, como por exemplo, a Índia, varia em diferentes estados. Apesar de as mulheres serem encaradas como sendo de menor risco à infeção pelo VIH porque não é comum ter mais do que um parceiro sexual ao longo da vida, um grande número de mulheres colocam-se em risco como resultado do comportamento dos seus maridos, pois estes não usam preservativo nas relações sexuais fora do casamento. Estima-se que 90% das mulheres que vivem com o VIH na Ásia foram infetadas pelos seus maridos ou por parceiros de longa data.
Em países como a Indonésia, Vietname e o Paquistão, a transmissão pelo VIH é largamente transmitida pelos utilizadores de drogas injetáveis. Não só estão em risco as mulheres toxicodependentes como tem crescido o número de mulheres que ficaram infetadas através dos seus parceiros utilizadores de drogas.
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