O que precisa ser mudado
O Impacto do VIH
Mulheres
O que precisa ser mudado

Prevenir a infeção pelo VIH

Existe um sem número de questões que precisam ser abordadas no âmbito da prevenção de forma a baixar o número de infeções pelo VIH. As que apresentamos de seguida são tecnologias relativamente novas de carácter preventivo que podem beneficiar diretamente as mulheres.

  • O preservativo feminino é o único método de prevenção contra a infeção pelo VIH, presentemente, disponível. Estes preservativos podem potencialmente ajudar a mulher a proteger-se a ela própria se usado correta e consistentemente. Apesar de os preservativos femininos permitirem que os parceiros partilhem a responsabilidade na utilização dos mesmos, continua a ser necessário algum nível de cooperação por parte do homem.
  • A profilaxia pós-exposição é um tratamento com medicamentos antiretrovíricos que diminui as probabilidades de infeção pelo VIH após a exposição ao vírus. Este tratamento pode beneficiar as mulheres que foram violadas se a iniciarem nas primeiras 72 horas após a exposição. Em muitos países com elevados níveis de violência sexual contra as mulheres e elevados níveis de prevalência do VIH, este tratamento nem sempre está gratuitamente disponível para as mulheres.
  • As pesquisas estão concentradas no desenvolvimento de microbicidas - um gel ou creme que pode ser aplicado na vagina sem o parceiro saber e que previne a infeção pelo VIH. Muitos testes têm sido efetuados ao longo dos anos, mas nenhum se mostrou ainda com sucesso e por isso um microbicida para prevenir a infeção pelo VIH ainda não existe.

Apesar de tudo isto, proteger as mulheres da infeção pelo VIH não é uma responsabilidade só das mulheres. A maioria das mulheres foi infetada através de sexo desprotegido com homens infetados pelo VIH. Prevenir a transmissão do VIH é uma responsabilidade de ambos os parceiros e os homens precisam desempenhar um papel igual nesta missão.

Promover e defender os direitos humanos das mulheres

Em muitas partes do mundo, existe uma maior desigualdade entre mulheres do que nos homens em todos os aspetos da vida - desde as oportunidades de emprego ao acesso à educação até ao poder desigual nas relações. Estes papéis de género podem confinar a mulher a posições onde lhes falta o poder para se protegerem a elas próprias da infeção pelo VIH. A maioria das desigualdades que as mulheres enfrentam é a negação aos direitos humanos básicos, promovendo esses direitos as mulheres ganharão o seu estatuto na sociedade e ajudá-las-á a protegerem-se contra o risco da infeção pelo VIH. Transformar os papéis de género.

Aos homens e às mulheres são atribuídos papéis de género que define o que é ser homem e o que é ser mulher. Estas expectativas baseadas no género podem aumentar a vulnerabilidade à infeção pelo VIH. Por exemplo, em muitas sociedades, é esperado das mulheres que sejam inocentes e submissas quando se fala em sexo, impedindo-as de aceder aos serviços de saúde sexual e reprodutivo. Para muitos homens, a masculinidade está relacionada com o assumir riscos e com a ideia de terem que ser fortes e resistentes o, que também, os torna vulneráveis à infeção pelo VIH e os desencoraja de procurar fazer o teste e de se tratarem.

Reconhecer e desafiar estes papéis de género prejudiciais à vida humana, é crucial para prevenir a propagação da infeção pelo VIH. Programas em que foquem os homens como publico alvo são igualmente importantes de modo a proteger as mulheres da infeção e na aposta da transformação das atitudes dos homens e dos seus comportamentos sobre as suas parceiras(os), famílias e mulheres em geral.

Acesso à educação e à consciencialização

O que os estudos nos dizem:

  • A educação é um dos instrumentos mais eficazes para prevenir novas infeções de VIH. Uma estimativa da Global Campaign for Education sugere que se cada criança completasse o ensino básico, cerca de 700.000 novas infeções em jovens adultos podiam ser prevenidas cada ano.
  • A educação é particularmente, importante para proteger as raparigas contra a infeção pelo VIH. A escola pode ensinar os métodos vitais para prevenir a infeção, como por exemplo, a utilização do preservativo, terem poucos parceiros sexuais e a importância de uma boa comunicação entre parceiros sobre as questões do VIH. As raparigas que, frequentemente, vão à escola têm mais probabilidade de saberem tomar decisões sobre as suas vidas sexuais e são mais independentes e mostram mais probabilidades de ganhar elevados rendimentos no futuro.
  • Aumentar o acesso à educação sobre VIH e SIDA pode também ajudar a reduzir o estigma com que as pessoas vivem por serem portadoras de VIH. Erradicar o estigma é importante no combate à infeção pelo VIH pois o estigma aumenta a vulnerabilidade de um determinado grupo poder estar já perante um elevado risco de infeção. As trabalhadoras do sexo, por exemplo, em muitos países são estigmatizadas e criminalizadas. É muito difícil para essas mulheres acederem aos serviços de saúde que precisam para se manterem saudáveis se existe o risco de serem presas ou punidas quando a sua profissão se torna conhecida.
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