PREVIH, projecto de investigação-acção, promovido pelo GAT e o IHMT - Instituto de Higiene e Medicina Tropical/Universidade Nova de Lisboa
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PREVIH, projecto de investigação-acção, promovido pelo GAT e o IHMT - Instituto de Higiene e Medicina Tropical/Universidade Nova de Lisboa

Face à inexistente informação sobre a prevalência da infecção e os factores comportamentais e sociais associados à infecção nos HSH e nos TS em Portugal surgiu a necessidade de desenvolver um projecto que contribuísse para o aumento de conhecimento nesta área de forma a ser utilizado na elaboração de políticas e no desenvolvimento de intervenções específicas, nomeadamente direccionadas para informação, prevenção, rastreio/diagnóstico e referenciação hospitalar. Neste sentido foi desenvolvido o PREVIH, projecto de 4 anos (2009-2013) de investigação-acção, promovido pelo GAT e o IHMT - Instituto de Higiene e Medicina Tropical/Universidade Nova de Lisboa, co-financiado pelo programa ADIS-Sida da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/ sida e patrocinado por diversas entidades como o VIH Portugal, entre outras. As entidades parceiras do projecto incluíram ainda serviços e instituições de saúde, bem como várias associações e ONG que trabalham com populações HSH e TS e outros elementos da sociedade civil. Este foi um dos primeiros projectos nacionais intersectoriais que envolveu todos os actores da sociedade interessados e implicados na questão em estudo: organizações da sociedade civil e de base comunitária (OBC), ONG, elementos das comunidades HSH e TS , serviços de saúde e instituto de investigação/ universidade. Os pressupostos da participação activa e do empowerment enquanto princípios orientadores do PREVIH foram transversais e constantes ao longo de todo o projecto. De forma a reunir os contributos desta multiplicidade de actores foi utilizada uma abordagem participativa com o objectivo de envolver os diversos membros da comunidade nas diferentes etapas do projecto, desde a sua concepção e delineamento, construção dos instrumentos de recolha de dados, recrutamento e treino de inquiridores, organização e execução do trabalho de terreno, até à interpretação e disseminação dos resultados.

 

A primeira fase do projecto (2009-2011) integrou dois estudos de linha de base para caracterizar atitudes e práticas relacionados com o VIH nas populações de HSH e TS , identificar factores comportamentais e sociais associados à infecção e obter informação sobre a infecção nestas populações. Foram também desenvolvidas e implementadas intervenções ao nível da prevenção e acesso aos serviços de saúde, como mapeamento de serviços de VIH/ Sida, actividades de educação de pares e de informação, educação e comunicação.

 

No âmbito da segunda fase do PREVIH (2011-2013) desenvolveram-se dois estudos para recolha de dados biológicos e sociocomportamentais nas populações de HSH e TS , igualmente através de aplicação de um inquérito por questionário e de teste rápido para avaliação serológica. Nesta segunda fase, os estudos abrangeram um maior número de participantes de zonas fora de Lisboa e do Porto, como a região Norte, Centro, Alentejo e Algarve. Os estudos iniciaram-se em 2012 e encontram- se em fase final de recolha de dados pelo que os dados apresentados são ainda preliminares.

 

Até ao momento obteve-se um total de participantes de 478 HSH e 707 TS (dos quais 683 são mulheres). Os resultados obtidos que a seguir se apresentam de forma sumária incluem alguns dos indicadores recomendados pela UNGASS para o estudo destas populações.

 

No que respeita aos HSH:

  • Do total dos participantes, 74,4% têm idades entre 18 e 35 anos, 8,8% têm nacionalidade estrangeira, 77,8% tem escolaridade de nível secundário ou superior e 64,6% está empregado.
  • Cerca de 28% refere ter tido relações sexuais no último ano com um parceiro masculino, 32,3% com 2 a 4 parceiros, 19% com 5 a 12 parceiros e 21,2% com mais de 12 parceiros.
  • A proximadamente 72% reporta ter usado preservativo na última relação sexual anal com parceiro masculino.
  • Do total de participantes, 88,6% refere que já fez o teste do VIH. Destes, 72% fez o teste nos últimos 12 meses, dos quais 93,4% conhece o seu resultado.
  • Cerca de 85,8% menciona ter recebido preservativos gratuitamente no último ano.

Relativamente às mulheres TS:

  • Do total de participantes, 68% têm idades entre 26 e 45 anos, 49,2% têm nacionalidade estrangeira, 42,2% têm escolaridade de nível secundário ou superior, 83,6% não estão empregadas e 68,3% fazem trabalho sexual em contexto de interior.
  • Cerca de 98% reporta ter usado o preservativo com o último cliente.
  • A proximadamente 90% refere já ter feito o teste do VIH. Destes, 68,8% fez o teste no último ano, dos quais 91% conhece o seu resultado.
  • Do total de participantes, 86,1% refere ter recebido preservativos gratuitamente no último ano.

 

Os resultados obtidos em ambos os estudos apontam no sentido de que os esforços nacionais desenvolvidos para a prevenção e controlo do VIH/ Sida têm sido positivos. Não obstante, alguns dos dados encontrados até ao momento vêm reforçar a pertinência de continuar a desenvolver estratégias integradas de intervenção com as populações de HSH e TS e, particularmente, com subgrupos em maior risco.

Texto retirado da revista Ação & Tratamento, n.º 31 e da autoria do GAT

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