Introdução
"Tenho 57 anos, sou seropositivo e estou preocupado com a minha vida sexual."
O Impacto do VIH
Pessoas de mais idade
Introdução

O sucesso dos medicamentos antirretrovíricos e do tratamento da infeção pelo VIH, nas últimas três décadas, tornou possível às pessoas com a infeção viverem muito mais anos. Pesquisas realizadas um pouco por todo o mundo mostram que, até 2015, pelo menos metade de todas as pessoas que vivem com o VIH, terão mais de 50 anos de idade. Faltam dados para tomar esta afirmação como totalmente verdadeira mas, mesmo assim, estima-se que, só na África subsaariana vivam, nessa altura, mais de 3 milhões de pessoas com mais de 50 anos.

Mesmo sem sabermos qual o peso hoje das pessoas mais velhas no conjunto dos seropositivos em Portugal podemos dizer que de 1983 até 2003, as notificações de pessoas diagnosticadas com menos de 50 anos representavam 90,3% de todas as notificações, com idades compreendidas entre os 50 e os 60 anos, 6,2 % e, com mais de 60 anos, 3,6%. Em 2011 essas percentagens acumuladas eram, respetivamente, de 86,3%, 8,7% e 5,1%. O que significa que, para além do envelhecimento das pessoas diagnosticadas mais novas, houve um crescimento constante de novos diagnósticos nestas duas classes etárias mais altas.

O envelhecimento pode ser um processo positivo quando as experiências de vida nos ensinam a tornarmo-nos mais seguros de nós próprios. Muitas pessoas com uma idade já avançada levam vidas saudáveis, são ativas e as suas vidas não têm nada de aborrecido. Por isso, mesmo, a infeção pelo VIH não deverá fazer mudar nada.

Ao longo do tempo, os nossos corpos, gradualmente, perdem força, embora hoje todos saibamos, à medida que envelhecemos, dos benefícios de uma vida saudável. Isso significa que as pessoas mais velhas tomam conta da sua saúde e são mais saudáveis do que nas gerações anteriores.

À medida que envelhecemos, o nosso sistema imunitário produz cada vez menos células T, necessárias para responder a novas infeções que surjam e que ajudam ao desenvolvimento imunitário depois da vacinação. Essa é a razão, pela qual as pessoas de mais idade demoram mais tempo a recuperar de uma doença e a razão pela qual podem não desenvolver proteção depois de uma imunização.

Várias investigações demonstraram que o VIH "envelhece" o sistema imunitário mais depressa do que o que seria normal e por isso, as pessoas mais jovens que vivem com a infeção pelo VIH têm sistemas imunitários com características das pessoas mais idosas. Isso acontece por causa do impacto do VIH no sistema imunitário e, em especial, pelos efeitos que tem nas células T.

Por tudo isto, houve um aumento do número de jovens que vivem com o VIH a quem foram diagnosticadas doenças típicas das pessoas idosas, tais como, cancros, problemas cardiovasculares e osteoporose. Ao mesmo tempo, tem crescido o número de pessoas mais velhas que vivem com o VIH a ter os mesmos problemas. Tanto o envelhecimento como a infeção pelo VIH afetam, dramaticamente, o sistema imunitário. As pessoas idosas também tendem a ter mais doenças crónicas, complicando ainda mais os cuidados de saúde para os adultos com VIH. Além disso, a exposição a longo prazo a medicamentos de ARV e as interações medicamentosas trazem outro nível de desafios para os prestadores de cuidados de saúde e de outros serviços a idosos.

Apesar de não ser possível travar o processo de envelhecimento, temos o poder de decidir pelos estilos de vida que queremos adotar. Sem dúvida, que para nos mantermos fortes e saudáveis, sabemos que irá ajudar deixar de fumar, fazer mais exercício físico, melhorar a qualidade da alimentação e, inquestionavelmente, gerir muito bem a sua infeção pelo VIH.

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